segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Espero ver-te em breve.



Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma, e a voz pede muita mais calma, eu não consigo e falo porque tenho mesmo necessidade de o fazer. O meu corpo já nem me obdece, nem ele, nem todo o resto de mim. Por acaso está a ser encantador te conhecer meu amor, provocas umas mudanças no meu corpo, no meu espírito, incrível, á muito tempo que não sentia isso... Vou esperar o que me reservas, traz-me algo de bom, estou a precisar. Espero ver-te em breve.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pedes-me força para fazeres de chão, para já, eu não sou forte, e depois arranjando um chão ficava com ele já que o meu corpo cansou de andar a vaguear sobre o ar.

3 sentidos .

O que mata mais é não ver, não ouvir, não falar. Por mero acaso, eu vejo, ouço e falo, mas nada disso me serve. Passo os dias sentados num banco de jardim aqui da minha cidade e vejo as pessoas a falar, a sorrir, a gritar de entusiasmo e de felicidade, eu cá sou uma espécie de espectadora, que veio para ver, apenas ver. Passam por mim com o medo de verem o seu futuro e a sua velhice em mim, já que eu sou para todo o mundo o reflexo do silêncio, da solidão e do desprezo. Morrer não morro, mas também só porque ainda vejo, ouço e falo, e agradeço não me faltar nenhum dos sentidos, o que já é bom. Eu vou sendo, com o passar dos dias cumplice daquele jardim, conheço todos os passos, todos os hórarios de grande movivento e os de grande tensão. Já sou uma figura e um monumento desta cidade, não é bom?